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A arte no sexo, na sexualidade e na pornografia.


Sexo
sexus (Latim – possivelmente com origem em Secare “cortar, separar”)
Sexualidade
sexual + idade (bem mais recente)
Pornografia
πόρνη (pórnē = “prostituta”, relacionado com pernanai “vender”)
γράφειν (graphein = “escrever”, de gráphō “desenhar, representar por linhas desenhadas”)

O sexo é universal, ilimitado e omnipresente.

Esta pequena estatueta, descoberta na Alemanha, terá mais de 35 mil anos.

Segundo o artigo da Science, foram descobertos vários artifactos deste periodo com representações fálicas e de vulvas – de tal modo exageradas que levanta a questão: são pornográficas?


Os “Kangjiashimenji Petroglyphs” foram descobertos na região de Xinjiang, no noroeste da China, esculpidas em basalto. Serão, do que se sabe, das representações mais antigas -e gráficas – de que intitulamos Cópula ou Coito.
Retratara um ritual de fertilidade, com um elenco de 100(!) figuras – variando em mulheres (as triangulares mais altas, com ancas e pernas mais largas), homens (triângulos menores, e praticamente todos itifálicos) e, talvez o mais interessante, algumas figuras com representação bissexual, contendo elementos de ambos.


Em Cármides (Platão), é descrito como Sócrates tinha interesse em rapazes bonitos, confessando-se alvoraçado com os charmes de um rapaz atraente.


Em Atenas (algures entre 500-400 A.E.C.), num julgamento por tentativa de homicídio, o acusado conta o seu lado da história descrevendo como a luta com o Simon começou porque:

  • “You see we both lusted after the boy Theodotus…”

O pessoal a assistir acena, com simpatia. (The Guardian)


Aquiles, numa peça dramática, relembra os “kisses thick and fast” com o seu amado Patroclus. (The Guardian)


Nas enterradas cidades romanas de Pompeia e Herculano foram descobertas várias peças de arte erótica, escondidas do mundo após a erupção do Monte Vesúvio em 79 E.C. e só desenterradas no século XVIII – não só em espaços públicos, mas também na privacidade das habitações, como decoração.
O mais curioso:

  • Desde final do século I E.C. que o adultério era crime em Roma, podendo culminar no exílio;
  • Depois de descobertas, estas peças ficaram segregadas do restante Museu Arqueológico Nacional de Nápoles (num Secret Museum ou Secret Cabinet), passando por várias aberturas, fechos, reaberturas, novos fechos (numa das vezes, por quase 100 anos), até finalmente ser reaberto no ano 2000.

(Imagens e informação retirada deste artigo)


Qual é o interesse disto?
O que diz sobre nós?
O que diferencia o presente e o passado?

É algo particularmente difícil de responder, uma vez que temos um enorme empasse: muito do que se sabe é limitado. A destruição do Mundo Antigo, deixou-nos com pouco mais do que fragmentos do universo que se pensou e estudou. Como diz A. C. Grayling em Uma História da Filosofia:

Há uma muralha entre nós e o mundo da Antiguidade. (…) Os cristãos mais zelosos destruíram estátuas e templos, desfiguraram pinturas e queimaram livros «pagãos», numa orgia de anulação da cultura anterior que durou vários séculos. Calculou-se que qualquer coisa como 90% da bibliografia da Antiguidade não resistiu ao assalto.”

A. C. Grayling

Pelo que muito do que retiramos, são interpretações de fragmentos, de citações, de meias-ideias.

Talvez isso, em si, seja uma lição importante na qual cada um de nós precisa de ponderar.



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