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O som da torneira, ainda aberta, concentrou-me na realidade. Observei-a – a água – aguardando que me limpasse os pensamentos. Encontrei algo intrigante naquele pilar uniforme e ininterrupto de água: uma imagem parada daquele pilar, ou a realidade do sistema dinâmico que é – onde a água que aterra no lavatório de falsa cortiça equilibra-seContinue a ler “iii”

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Deitado de olhos abertos, na solidão do silêncio, encaro a escuridão de frente, como um eterno arqui-inimigo, o canto de onde surgem os demónios. O conceito de inesperado atormenta-me desde cedo, pelo que, a escuridão – com as suas características místicas, com a sua capacidade de esconder qualquer forma, qualquer cor – sempre me aterrorizou.Continue a ler “i”