xiii

A arte no sexo, na sexualidade e na pornografia. Sexosexus (Latim – possivelmente com origem em Secare “cortar, separar”) Sexualidadesexual + idade (bem mais recente) Pornografiaπόρνη (pórnē = “prostituta”, relacionado com pernanai “vender”)γράφειν (graphein = “escrever”, de gráphō “desenhar, representar por linhas desenhadas”) O sexo é universal, ilimitado e omnipresente. Esta pequena estatueta, descoberta naContinue a ler “xiii”

xii

ví·ci·o (latim vitium, -ii)nome masculino 1. Defeito ou imperfeição.2. Prática frequente de acto considerado pecaminoso.3. Tendência para contrariar a moral estabelecida.4. Hábito inveterado. = MANIA5. Dependência do consumo de uma substância (ex.: vício do álcool).6. Erro de ofício.7. Erro habitual no uso da língua.8. Mau hábito ou costume que as bestas adquirem. ex·ces·so |eis| ou |es|nome masculino 1. Diferença para mais; demasia; sobejo.2. O que ultrapassa o legal, o habitual.3. Desregramento; desmando.4. Falta de moderação.5. Cúmulo; grau elevado. Excessos e vícios. Somos excessos e vícios. Os nossos pais, coitados, já o eram antes de nós. A natureza conhece o vício. O mundo dá as suas voltas – vê o sol umas quantas vezes, noutras vira-lhe a nuca – mas vai navegando, reverente a umaContinue a ler “xii”

x

“A morte é só isso, essa ausência. E essa ausência não pode ser dita, não pode ser descrita. Só pelos outros.” Eduardo lourenço “Os pais podem morrer.” Esta frase – e as suas iterações – são, para muitos, a primeira roupa que a morte veste, quando se apresenta. Talvez seja a avó. Talvez o Snoopy,Continue a ler “x”

viii

“Se os bois e cavalos ou os leões tivessem mãos, e pudessem com elas pintar, e produzissem obras de arte como os homens, os cavalos iriam pintar as formas dos deuses como cavalos, e os bois como bois.” xenófanes A percepção não é ver o que existe; é julgar o que existe pela nossa visão.Continue a ler “viii”

vii

São os chilreares que se contentam com a aparente omnipresença;São os arrastares dos motores velhos com a pressa de nunca chegar;São os passos que cansam, os ladrares que anunciam, o verdume que cresce, as meias-idades nos rostos das crianças;São os insectos que já não vêm como dantes, e os miúdos que já não sabem brincar;SãoContinue a ler “vii”

vi

Noite. Este ar gélido, que surge da ausência, alenta-me os sentidos. Não sei quem governa os dias, mas quando a carruagem se desvanece, ao longe, e o Hélio descansa da extenuante viagem, os ventos já não são os mesmos. Queima-me o frio, como o sol nunca queimou. Queima-me no inverso: de dentro para fora, doContinue a ler “vi”