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Crónicas para dormir (V):
A noite reina nos cantos que ninguém quer.

vi

Noite. Este ar gélido, que surge da ausência, alenta-me os sentidos. Não sei quem governa os dias, mas quando a carruagem se desvanece, ao longe, e o Hélio descansa da extenuante viagem, os ventos já não são os mesmos. Queima-me o frio, como o sol nunca queimou. Queima-me no inverso: de dentro para fora, doContinue a ler “vi”