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Crónicas para dormir (V):
A noite reina nos cantos que ninguém quer.

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Crónicas para dormir (I) Está escuro.Breu adorna o frio, ou o oposto – é tudo o mesmo e coisa nenhuma. Avançam pela noite, quando dorme a razão, e guerreiam o miúdo numa guerra desigual, num confronto corrosivo, numa questão de dominância. Vulnerável, surgem os vícios como raposas – as defesas das mentes débeis. Criam asContinue a ler “xxx”

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Noite. Este ar gélido, que surge da ausência, alenta-me os sentidos. Não sei quem governa os dias, mas quando a carruagem se desvanece, ao longe, e o Hélio descansa da extenuante viagem, os ventos já não são os mesmos. Queima-me o frio, como o sol nunca queimou. Queima-me no inverso: de dentro para fora, doContinue a ler “vi”